
Quem paga a multa de um carro vendido há dois meses? A resposta depende de um ato simples, frequentemente esquecido: a comunicação de venda ao Detran. Se ela não aconteceu e o comprador não transferiu o veículo, o vendedor responde solidariamente pelas penalidades. Agora multiplique essa pergunta por 18,5 milhões — o número de transferências de veículos usados registradas no Brasil em 2025, segundo a Fenauto. O que é detalhe para uma pessoa vira risco operacional para quem vende em escala.
Um mercado de 18,5 milhões de transações
Segundo a Fenauto, foram 18.508.929 transferências de usados em 2025, cerca de 17% a mais que os 15,7 milhões de 2024. Vale a ressalva da própria contagem: os números incluem transferências entre empresas, como as que ocorrem quando um veículo passa por uma revenda antes de chegar ao consumidor final. Mesmo assim, o volume mostra a dimensão do fluxo que passa pelos Detrans todos os anos.
Cada uma dessas transferências é um ponto de encontro entre duas obrigações: a do comprador, que precisa regularizar o veículo em seu nome, e a do vendedor, que precisa provar que deixou de ser o proprietário. Quando uma delas falha, multas, pontos e débitos podem continuar chegando ao endereço errado por meses, com custo de atendimento, contestação e desgaste de relacionamento.
Trinta dias, sessenta dias e a solidariedade
O Código de Trânsito distribui as responsabilidades com prazos claros. Pelo art. 123, § 1º, o comprador tem 30 dias para transferir o veículo. Se não o fizer, o art. 134 dá ao vendedor 60 dias para comunicar a venda ao órgão de trânsito, sob pena de responder solidariamente pelas penalidades impostas até a data da comunicação. O parágrafo único do mesmo artigo admite que o comprovante seja um documento eletrônico com assinatura válida.
Para uma pessoa física, perder esse prazo costuma significar uma multa inesperada. Para locadoras, frotistas, revendas ou instituições financeiras que vendem veículos de sua carteira, significa uma exposição que cresce na mesma proporção do volume vendido — e que raramente aparece nos relatórios até virar reclamação ou cobrança. Em operações de alto giro, um único lote de vendas sem comunicação pode gerar dezenas de notificações em nome da empresa.
A mesma Res. Contran 1.027/2026 que organizou as etapas da venda revogou a Res. 809/2020, a norma que havia instituído a ATPV-e e o CRV digital. Em seis anos, o documento de transferência passou de novidade digital a peça de um fluxo eletrônico completo, que agora inclui até uma modalidade de transferência custodiada, com liquidação financeira simultânea.
Escala pede processo, e a norma desenhou um
A Res. Contran 1.027, de agosto de 2026, reorganizou o tema. A venda passou a ter três etapas formais — intenção de venda, comunicação de venda e transferência —, a ATPV-e só pode ser assinada com assinatura eletrônica avançada ou qualificada, sem manuscrita, e o prazo de 60 dias com responsabilidade solidária do vendedor foi mantido. Para quem vende muitos veículos, o desenho sugere uma rotina:
- Registrar a intenção de venda no momento do negócio, e não semanas depois.
- Emitir a ATPV-e com assinatura avançada ou qualificada, conforme a Res. 1.027.
- Controlar o prazo de 60 dias por veículo, com alerta antes do vencimento.
- Guardar os comprovantes eletrônicos para contestar autuações posteriores à venda.
A One IT estrutura processos e tecnologia para que a comunicação de venda deixe de depender da memória de alguém: registro da intenção de venda, assinatura eletrônica adequada, controle automático dos prazos e guarda dos comprovantes. Para quem vende veículos em volume, é a diferença entre provar a data da venda e pagar a multa de outra pessoa. 🚗
Referências
- Lei 9.503/1997 (Código de Trânsito Brasileiro), arts. 123 e 134 · Prazos de transferência e de comunicação de venda e responsabilidade solidária do vendedor. — acessar
- Resolução Contran 1.027/2026 · Etapas de intenção, comunicação de venda e transferência; regras da ATPV-e. — acessar
Escrito por uma equipe que já recebeu multa de carro vendido e decidiu transformar o trauma em processo. A comunicação de venda, desta vez, saiu no prazo.
— Núcleo Técnico One IT · Registro · Tecnologia · ConformidadeComo a One IT ajuda: Vende veículos em volume e quer controlar os prazos de comunicação?
Conheça a comunicação de vendaFoto do infográfico: Shixart1985 / Wikimedia Commons, CC BY 2.0 (adaptada)

Who pays the fine on a car sold two months ago? The answer depends on a simple, often forgotten step: notifying the Detran of the sale. If that did not happen and the buyer did not transfer the vehicle, the seller is jointly liable for the penalties. Now multiply that question by 18.5 million — the number of used vehicle transfers recorded in Brazil in 2025, according to Fenauto. What is a detail for an individual becomes operational risk for anyone selling at scale.
A market of 18.5 million transactions
According to Fenauto, there were 18,508,929 used vehicle transfers in 2025, about 17% more than the 15.7 million in 2024. The count comes with a caveat of its own: the figures include transfers between companies, such as those that occur when a vehicle passes through a dealer before reaching the end consumer. Even so, the volume shows the scale of the flow that goes through the Detrans every year.
Each of these transfers is a meeting point between two obligations: the buyer's, who must put the vehicle in their own name, and the seller's, who must prove they are no longer the owner. When either fails, fines, licence points and charges can keep arriving at the wrong address for months, with costs in customer service, disputes and damaged relationships.
Thirty days, sixty days and joint liability
The Brazilian Traffic Code allocates responsibilities with clear deadlines. Under article 123, paragraph 1, the buyer has 30 days to transfer the vehicle. If they fail to do so, article 134 gives the seller 60 days to report the sale to the traffic authority, under penalty of joint liability for the penalties imposed up to the date of notification. The sole paragraph of the same article allows the proof to be an electronic document with a valid signature.
For an individual, missing this deadline usually means an unexpected fine. For rental companies, fleet operators, dealers or financial institutions selling vehicles from their portfolio, it means an exposure that grows in proportion to the volume sold — and rarely shows up in reports until it turns into a complaint or a collection notice. In high-turnover operations, a single batch of sales left unreported can generate dozens of notices in the company's name.
The same Contran Resolution 1,027/2026 that organised the stages of a sale repealed Resolution 809/2020, the rule that had created the ATPV-e and the digital vehicle registration certificate. In six years, the transfer document went from digital novelty to one piece of a fully electronic flow, which now even includes a custodial transfer option with simultaneous financial settlement.
Scale needs process, and the rules designed one
Contran Resolution 1,027, of August 2026, reorganised the subject. A sale now has three formal stages — intention to sell, sale notification and transfer —, the ATPV-e transfer authorisation may only be signed with an advanced or qualified electronic signature, never by hand, and the 60-day deadline with the seller's joint liability was kept. For those selling many vehicles, the design suggests a routine:
- Record the intention to sell when the deal is made, not weeks later.
- Issue the ATPV-e with an advanced or qualified signature, as required by Resolution 1,027.
- Track the 60-day deadline for each vehicle, with alerts before it expires.
- Keep the electronic proofs to challenge any fines issued after the sale.
One IT structures processes and technology so that sale notification no longer depends on someone's memory: recording the intention to sell, the right electronic signature, automatic deadline control and safekeeping of proofs. For anyone selling vehicles in volume, it is the difference between proving the date of sale and paying someone else's fine. 🚗
References
- Lei 9.503/1997 (Código de Trânsito Brasileiro), arts. 123 e 134 · Transfer and sale notification deadlines and the seller's joint liability. — open
- Resolução Contran 1.027/2026 · Stages of intention to sell, sale notification and transfer; ATPV-e rules. — open
Written by a team that once received a fine for a car it had already sold and decided to turn the trauma into a process. This time, the notification went out on time.
— One IT Technical Team · Registry · Technology · ComplianceHow One IT helps: Selling vehicles in volume and want to control notification deadlines?
Explore sale notificationInfographic photo: Shixart1985 / Wikimedia Commons, CC BY 2.0 (adaptada)

¿Quién paga la multa de un auto vendido hace dos meses? La respuesta depende de un acto simple y a menudo olvidado: la comunicación de la venta al Detran. Si no se hizo y el comprador no transfirió el vehículo, el vendedor responde solidariamente por las sanciones. Ahora multiplique esa pregunta por 18,5 millones — el número de transferencias de vehículos usados registradas en Brasil en 2025, según Fenauto. Lo que es un detalle para una persona se vuelve riesgo operativo para quien vende a escala.
Un mercado de 18,5 millones de transacciones
Según Fenauto, hubo 18.508.929 transferencias de usados en 2025, cerca de un 17% más que los 15,7 millones de 2024. Cabe la salvedad del propio conteo: las cifras incluyen transferencias entre empresas, como las que ocurren cuando un vehículo pasa por un revendedor antes de llegar al consumidor final. Aun así, el volumen muestra la dimensión del flujo que pasa por los Detrans cada año.
Cada una de esas transferencias es un punto de encuentro entre dos obligaciones: la del comprador, que debe regularizar el vehículo a su nombre, y la del vendedor, que debe probar que dejó de ser el propietario. Cuando una falla, multas, puntos y deudas pueden seguir llegando a la dirección equivocada durante meses, con costos de atención, impugnación y desgaste de la relación.
Treinta días, sesenta días y la solidaridad
El Código de Tránsito brasileño distribuye las responsabilidades con plazos claros. Según el art. 123, § 1º, el comprador tiene 30 días para transferir el vehículo. Si no lo hace, el art. 134 otorga al vendedor 60 días para comunicar la venta al órgano de tránsito, bajo pena de responder solidariamente por las sanciones impuestas hasta la fecha de la comunicación. El párrafo único del mismo artículo admite que el comprobante sea un documento electrónico con firma válida.
Para una persona física, perder ese plazo suele significar una multa inesperada. Para arrendadoras, gestores de flotas, revendedores o instituciones financieras que venden vehículos de su cartera, significa una exposición que crece en la misma proporción que el volumen vendido — y que rara vez aparece en los informes hasta convertirse en reclamo o cobro. En operaciones de alta rotación, un solo lote de ventas sin comunicar puede generar decenas de notificaciones a nombre de la empresa.
La misma Resolución Contran 1.027/2026 que organizó las etapas de la venta revocó la Res. 809/2020, la norma que había creado la ATPV-e y el certificado de registro digital. En seis años, el documento de transferencia pasó de novedad digital a pieza de un flujo electrónico completo, que hoy incluye incluso una modalidad de transferencia custodiada, con liquidación financiera simultánea.
La escala exige proceso, y la norma diseñó uno
La Resolución Contran 1.027, de agosto de 2026, reorganizó el tema. La venta pasó a tener tres etapas formales — intención de venta, comunicación de venta y transferencia —, la ATPV-e solo puede firmarse con firma electrónica avanzada o cualificada, nunca manuscrita, y se mantuvo el plazo de 60 días con responsabilidad solidaria del vendedor. Para quien vende muchos vehículos, el diseño sugiere una rutina:
- Registrar la intención de venta en el momento del negocio, no semanas después.
- Emitir la ATPV-e con firma avanzada o cualificada, conforme a la Res. 1.027.
- Controlar el plazo de 60 días por vehículo, con alertas antes del vencimiento.
- Guardar los comprobantes electrónicos para impugnar multas posteriores a la venta.
One IT estructura procesos y tecnología para que la comunicación de venta deje de depender de la memoria de alguien: registro de la intención de venta, firma electrónica adecuada, control automático de plazos y resguardo de comprobantes. Para quien vende vehículos en volumen, es la diferencia entre probar la fecha de la venta y pagar la multa de otra persona. 🚗
Referencias
- Lei 9.503/1997 (Código de Trânsito Brasileiro), arts. 123 e 134 · Plazos de transferencia y de comunicación de venta y responsabilidad solidaria del vendedor. — acceder
- Resolução Contran 1.027/2026 · Etapas de intención, comunicación de venta y transferencia; reglas de la ATPV-e. — acceder
Escrito por un equipo que ya recibió la multa de un auto vendido y decidió convertir el trauma en proceso. Esta vez, la comunicación de venta salió a tiempo.
— Núcleo Técnico One IT · Registro · Tecnología · CumplimientoCómo ayuda One IT: ¿Vende vehículos en volumen y quiere controlar los plazos de comunicación?
Conozca la comunicación de ventaFoto de la infografía: Shixart1985 / Wikimedia Commons, CC BY 2.0 (adaptada)


